Sou meio poeta, meio racional. Esta é a minha casa. Entre, mas deixe a porta aberta.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
As minhas coisas são absolutamente minha! Tenho amor, dor, perdas, saudades que só eu sinto. Se alguém ousar dizer que sente o que sinto zombarei: pois se tem uma particularidade extremamente particular são os meus sentimentos. Ninguém pode sentir a minha alma. Apenas eu, pois a alma é minha e não posso dividi-la.
As pessoas tentam se encontrar em formas diversas fora de seu próprio espírito. Se apegam à objetos, pessoas, sentimentos... Não sinto interesse por nada, além de mim. É estranho afirmar, mas não vejo atrativo nenhum nos outros. Tento consolidar isso de forma que eu aprenda a superar as mágoas. Mas, por ora, não dá. Decidi: vou viver cada coisa de uma vez.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Me perco em devaneios sobre a vida. Vivencio a imensidão perdida em mim. O infinito aqui dentro torna-se tão compacto. A vida é tão tanto! Tantos corpos e tantas vidas resumidas em uma única substância, um átomo, um sopro, uma alma... Tudo é tão plural e singular. É complexo, abstrato e inexplicável. A definição é sempre tão incompleta...
domingo, 11 de dezembro de 2011
Entre uma fumaça e outra me perco em ideias relacionadas ao nada, parte do Todo. Me encontro tão viajante. Tenho aquela vontade de permanecer inerte nos pensamentos só pelo simples prazer da individualidade. É incrível pensar! É maravilhoso saber que essa é pouca das liberdades que ainda tenho. O mundo tornou-se tão manipulador, que quer tirar nosso livre arbítrio. Não tenho tempo para muitas coisas. É como se fosse obrigada a me ocupar de tudo para não pensar em mais nada. Pura ilusão. Minha mente é a liberdade desmaterializada da vida. Penso sobre tudo e sempre chego à conclusão de que o "tudo" quando materializado, é simplesmente nada.
Escrever é quase que um martírio pra mim. É difícil entender o que minha mente viajante quer dizer. Muitas vezes tenho que traduzir o indecifrável. São poucas as vezes que consigo entender de forma clara essa imensidão de informação. A mente assim como o espírito tem vida própria. Tenho, muitas vezes, que amarrá-la aos pés da cama para que ela não voe de forma louca e desenfreada. Sinto que sou três: matéria, mente e alma...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sou muito emotiva. Gosto de sentir esse amor avassalador por quem me rodeia. Amo cada um de um jeito, mas amo. Amo tanto, que me dói quando um dos meus choram ou se ferem de alguma forma. Tenho que desapegar um pouco desse sentimento de superproteção e iniciar uma batalha interna comigo mesma. Preciso: amar menos e doar mais.
Queria ter uma palavra que confortasse. Algo que transformasse o seu mundo e levasse embora todos os seus medos. Queria ter o poder de mudar as coisas e fazer diferente. Mudar o percurso do rio para que ele se acalmasse. Mudaria também a cor de suas águas tornando-as limpa e cristalina. Queria ter o poder de transformar tudo ao meu redor. Mas, o que me resta por ora é amar, puro e simplesmente.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Algumas mudanças são dolosas, mas necessárias. Decido partir. Não para um mar de coisas obscuras, mas parto em busca da minha essência. Sinto falta de sentir o meu cheiro, de conviver com as minhas manias e solidão. Me canso fácil das pessoas e o que mais necessito agora é de um pouco de mim. Calma e solitária...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Escrevo porque não tenho o que falar. Coloco em palavras escritas tudo o que penso, porque acho pouco dividir com quem nada entende. Minha mente é um poço de águas turvas que uma minoria conseguirá nadar. Forneço aos poucos a chance de adentrar nessas águas tão misteriosas. O que expresso é nada, perto do universo de coisas que sinto.
Estou de mudança. Mudei de casa, de roupa, nome, amigos e de amores. Parto para um porto desconhecido, mas de mar calmo. Estou levando comigo somente uma mala. Nela contém apenas cadernos com folhas em branco. O passado passou a ser lembranças vagas de um sonho. A partir de hoje passo a escrever uma nova história de um novo livro, de uma nova vida.
Um sonho
Caminhava por um vale verde e desconhecido. Tudo era muito belo, a paisagem brincava como nunca, em um mundo totalmente colorido. Caminhávamos de mãos dadas pela orla da praia, com o mar fazendo seu canto e sua dança sensual. O sol estava se retirando para mais um descanso dando espaço para a lua. O céu tinha uma cor indescritível, uma mistura de tudo que é alegre e você sorria dizendo nunca partir...
Embalo
Tocarei notas claras, com versos simples e voz serena. Seria o embalo perfeito para qualquer ocasião, pois seria a expressão da minha alma materializada em música.
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