A paixão me toma em fogo
Queima de saudade e sufoca o peito para tê-la
Ao vê-la é um mar de sensações
Senti-la é dar parte de mim para sermos um só
Sinto como se nada existisse, só eu e você
É como ter encontrado o que me faltava
O ar da minha alma, a melodia de minhas cordas
Um sopro, gozo, uma explosão e então a paz...
Racionalidade Poética
Sou meio poeta, meio racional. Esta é a minha casa. Entre, mas deixe a porta aberta.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Pânico
Tenho habitado no meu ser o medo. Medo de encarar, medo de
tentar, errar, acertar. Corro por todos os lados e de todos os lados. Vivo
cercada por um labirinto do qual só eu sei sair, mas o medo não deixa. Sei de
cor o caminho, mas ao cruzar com o portão o medo trava. Contrariamente, uma
coragem imensa divide espaço com esse sentimento. Um pássaro livre parece
querer sair do meu peito. Vontade de dominar o mundo – o MEU mundo! A
felicidade parece tão perto, mas até mesmo lá o medo habita.
Queria não sentir esse medo, mas só em pensar no medo já
sinto medo. Uma vez me disseram que o medo em pequenas doses é saudável, pois é
a autodefesa natural do ser humano. Mas minha autodefesa é ativa a todo o
tempo. Perco-me em pensamentos e vontades, penso em coisas que poderia fazer,
tentar, arriscar e lá está ele: o medo.
Recordo-me da infância, quando não pensava tanto e vivia
mais ingenuamente, sem ter a obrigatoriedade de ser algo que eu não era. Por
muitas vezes culpei a sociedade e a família por esse excesso de defesa. Em
parte a culpa deles, em parte a culpa é minha.
Quantas coisas já perdi?.... Um bom tanto eu perdi...
Entre todo esse sentimento, sinto, por diversas vezes, um
vulcão voraz querendo entrar em erupção. Falta só um pouco de força pra fazer
ele sair. Talvez eu seja mais feliz sendo algo que eu sou e não o que os outros
queiram que eu seja. Coragem...
A esperança do que não aconteceu é tão grande que cultivo a ponto de torná-la uma árvore enraizada no meu quarto. É triste as expectativas gerada no futuro. Aliás, sou contra a existência do amanhã. Ele não deveria existir. Passo o maior tempo pensando nele do que no hoje e de tanto pensar não consigo torná-lo real.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Todo artista
Todo artista vive no caos. No caos do silêncio, barulho e pensamento. É intenso em muitas coisas, desinteressado em outras. É verdadeiro, não finge. Foge do tédio, seu pior inimigo. É inquieto. Vai além do básico. É exagerado. É a quietude, o barulho e a desordem. É cores e mesmo assim preto e branco.
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