segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pânico


Tenho habitado no meu ser o medo. Medo de encarar, medo de tentar, errar, acertar. Corro por todos os lados e de todos os lados. Vivo cercada por um labirinto do qual só eu sei sair, mas o medo não deixa. Sei de cor o caminho, mas ao cruzar com o portão o medo trava. Contrariamente, uma coragem imensa divide espaço com esse sentimento. Um pássaro livre parece querer sair do meu peito. Vontade de dominar o mundo – o MEU mundo! A felicidade parece tão perto, mas até mesmo lá o medo habita.

Queria não sentir esse medo, mas só em pensar no medo já sinto medo. Uma vez me disseram que o medo em pequenas doses é saudável, pois é a autodefesa natural do ser humano. Mas minha autodefesa é ativa a todo o tempo. Perco-me em pensamentos e vontades, penso em coisas que poderia fazer, tentar, arriscar e lá está ele: o medo.

Recordo-me da infância, quando não pensava tanto e vivia mais ingenuamente, sem ter a obrigatoriedade de ser algo que eu não era. Por muitas vezes culpei a sociedade e a família por esse excesso de defesa. Em parte a culpa deles, em parte a culpa é minha.

Quantas coisas já perdi?.... Um bom tanto eu perdi...

Entre todo esse sentimento, sinto, por diversas vezes, um vulcão voraz querendo entrar em erupção. Falta só um pouco de força pra fazer ele sair. Talvez eu seja mais feliz sendo algo que eu sou e não o que os outros queiram que eu seja. Coragem...

Meu pequeno inferno íntimo


A esperança do que não aconteceu é tão grande que cultivo a ponto de torná-la uma árvore enraizada no meu quarto. É triste as expectativas gerada no futuro. Aliás, sou contra a existência do amanhã. Ele não deveria existir. Passo o maior tempo pensando nele do que no hoje e de tanto pensar não consigo torná-lo real.
Quando nada vai bem procuro saber o que eu mesma falaria para mim. É como se eu fosse duas e ao mesmo tempo uma. O melhor conselho, ainda que solitário, é o que eu dou a mim. Por mais que o exterior tente, é o interior o meu maior conselheiro.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Todo artista

Todo artista vive no caos. No caos do silêncio, barulho e pensamento. É intenso em muitas coisas, desinteressado em outras. É verdadeiro, não finge. Foge do tédio, seu pior inimigo. É inquieto. Vai além do básico. É exagerado. É a quietude, o barulho e a desordem. É cores e mesmo assim preto e branco.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Todo poeta precisa de um tempo para o silêncio. É ele quem ensina as melodias das palavras e do pensamento. É uma comunicação interna com o universo. Um emaranhado de sensações repleto de barulho vindo da quietude.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cidades

Sou feita de cidades, prédios, montanhas, praias e castelos. Gosto do ócio, do agito, da calmaria, da paz. Sou caminho, sou luz, sou vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não sou acostumada com o básico, quero o improvável, o absurdo... Um lago me contenta por um tempo, mas o mar me fascina. Suas ondas, e a maneira como ela pode mudar é o que faz todo o sentido. Não quero permanecer estática em um continente. Preciso de mais, preciso de um mundo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

Despertei de um sono longo. Acordei no outono, quente por sentimento, por irracionalidade. Perdida nesse ar frio que me aquece como um abraço apaixonado. Viva a vida. Viva as folhas caídas. Um viva....

domingo, 18 de março de 2012

Fujo de tudo que possa me prender por mais de um mês. Não gosto de compromissos. Gosto de viver o inconstante. Um dia estou aqui, noutro ali. É assim que eu gosto de viver. Como as ondas sempre vai e vem. Eu, sem ancora, busco terras desconhecidas, sem me prender....

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aos vinte e cinco


Já tive maturidade aos 18, burrice aos 24, saudade com 14, paixão aos 20. Já me senti com 15 aos 21 e com 80 aos 23. Fui perfeita aos 19, cega com 22, apaixonada aos 23 e hoje aos 25 quero apenas viver.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Por diversas vezes me tranco com alguns sentimentos particulares. O ócio é meu prediléto. É só meu. Ninguém toca. Gosto de cultivar o ócio pelo prazer de tê-lo só pra mim e exercitar o egoísmo de saber que nesse mundo ninguém, além de mim, submerge.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Não crie ilusões, tente se dar bem com o que você tem. Experimente todas as poções porque se você gosta muito de si mesmo....

Penso no quanto éramos felizes no meu quartinho do futuro. Tantos planos, tantas coisas boas. Você cantando e eu apenas admirando. É tão grandioso sonhar. Pular de um mundo para o outro. Vi algumas estrelas, você guardou algumas: Eu lembro. Viver fora da realidade é tão mágico e perfeito. Andando de um mundo para outro, intercalando entre o seu e o meu. Antes que acordasse desse sonho bom, guardei aquela estrela que você não me deu...
Quem adoece primeiro: o corpo ou o espírito?

Rascunho

Não quero uma verdade óbvia, muito menos uma mentira transparente. Quero uma contrariedade que me faça tirar os pés do chão e levar a minha cabeça nas nuvens. Vivo acreditando nessa subjetividade sem lógica como se tudo fizesse sentido, mas enxergo tudo como uma forma abstrata de mim: um rascunho de algo que não foi definido...